Recorrendo aos projectos do Arquivo Municipal, demonstrou-se a importância da conservação da Memória do Concelho (os documentos), mas também da azulejaria de edifcíos diversos. Esta Arte Nova, um pouco mais tardia em Espinho, viu na década de 1910, o ponto alto no uso dos azulejos decorativos. A História de Espinho, desenvolveu-se em torno do mar, passando de vila de pescadores a um terra de ir a banhos, influência da burguesia europeia. Com a afluência cada vez maior de comunidades estrangeiras, principalmente espanhóis, mas também de pessoas de terras vizinhos, como Porto, Anadia, Oliveira de Azeméis e Feira, as construções para ocupação sazonal desenvolveram-se e com elas as principais artérias de Espinho, onde se encontram as melhores representações da Arte nova - Rua 19, Rua 18 e Rua 8.
A oficina do azulejo, fugindo às regras do azulejo comum, esqueceu o uso do forno e deu lugar à aliança entre o passado e o contemporâneo, entre o desenho Arte Nova e os materiais de carácter mais prático. Assim, entre desenhos tipicamente Arte Nova e interpretações/re-interpretações dos azulejos deste estilo, os artistas realizaram o seu azulejo decorativo.

Arquivo Municipal de Espinho
Azulejo da Vila S. José ou Casa dos Girassóis - 1913 - Rua 30
Azulejos da casa da esquina da Rua 18 com a rua 21
Padaria Aipal

Arquivo Municipal de Espinho

Azulejos Padaria Aipal - Rua 19 - 1915
Ourivesaria Nª Sª d´Ajuda

Azulejos da Ourivesaria NªSª d´Ajuda - 1913 - Rua 18
Os azulejos e os respectivos artistas... uns Arte Nova, outros nem tanto, mas todos inspirados no estilo...

Artista: Rosa Pascoal
Artista: Clara Casal Ribeiro Fernandes

Artista: Beatriz Fernandes

Artista: Mário Silva
Artista: Tânia Reis

Artista: Maria Reis
Artista: Joaquim Jesus

Artista: Antero Costa



