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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Conferência - «3 Décadas - 3 Visionários» -


Ontem, dia 26 de Fevereiro, realizou-se na Sala Polivalente do Centro Multimeios de Espinho a conferência «3Décadas.3Visionários», contando com cerca de 70 participantes.

Os participantes receberam uma capa com toda a informação sobre a conferência e um certificado de participação.








1ªComunicação

Dr.Teixeira Lopes

- Dr. Joaquim Pinto Coelho -


Pontos essenciais da comunicação:


* Joaquim Pinto Coelho nasce a 27 de Fevereiro de 1968 no lugar de Regadas, Mozelos (Vila da Feira);


* Licencia-se em 1985, em Medicina, pela Escola Médico-cirúrgica do Porto;


* 1898 - Fixa residência e inicia a actividade médica em Espinho;


* 1899 -Integra a Comissão Promotora do Concelho de Espinho (ano da Criação do Concelho de Espinho);


* 1901 - Co-fundador do jornal "Gazeta de Espinho", sendo que em 1908 passa a Director do mesmo dando viva voz à República;

* 1902 - é eleito Presidente da Câmara de Espinho, facto que volta a acontecer em 1912.



Dr. Joaquim Pinto Coelho foi membro do partido Republica Português, vivendo a ideia - «A República», sendo um dos mais activos impulsionadores do partido.


Após Implantação da República, a Comissão Municipal Republicana de Espinho passa a ser presidida pelo Dr. Joaquim Pinto Coelho, em 10 de Outubro de 1910. Um dos homens mais impulsionadores de Espinho passa em 1911 a Administrador do Concelho, deixando a vereação para o professor Alfredo Berredo.


Joaquim Pinto Coelho viveu numa época, em que Espinho era um local de vivências diversas, em que a praia era um meio impulsionador do turismo sazonal, mas principalmente em que o comboio era importante para o comércio, para a cultura e para o próprio turismo.


O Dr. Teixeira Lopes salientou ainda algumas das obras mais importantes do Dr. Joaquim Pinto Coelho, onde se notava a modernidade da Vila de Espinho, sendo de realçar a luz eléctrica e a assinatura do contrado com uma empresa espanhola em 1903. Espinho assumiu um lugar de referência para a luz eléctrica em Portugal, servindo de exemplo as demais terras.


2ª Comunicação

Dr. Armando Bouçon

- Dr. Manuel Laranjeira - Intervenção Social e Política -


Pontos essenciais da comunicação:

* 1877 - Manuel Laranjeira nasce no Lugar da Vergada, Mozelos;

* 1899 - Fixa residência em Espinho;

* 1904 - Conclui o curso de Medicina na Escola Médico-Cirúrgica do Porto;

* 22 de Fevereiro de 1912 - Suicida-se.

O Dr. Armando Bouçon centrou-se na Medicina e na Política de Manuel Laranjeira.

Exercício da Medicina:
Em "A Doença da Santidade", tese de doutoramento de 1907, Manuel Laranjeira aborda as disfunções psicológicas e comportamentais que ocorrem em momentos de distúrbios mental nos místicos ou santos.
«A doutrina médica e social de Manuel Laranjeira não teve correspondência com a prática do exercício da medicina, que se mostrou pouco significativo». Dr. Armando Bouçon

Em 1911, assume o cargo de Subdelegado de Saúde em Espinho, "[...] estas funções estavam muito direccionadas para a inspecção sanitária, e de forma mais concreta, para a inspecção sanitária às prostitutas." Dr. Armando Bouçon

A prostituição em Espinho era significativa, apesar de não ser sazonal, verifava-se um maior números de prostitutas durante a época balnear, em que havia animal social e cultural mais efectiva. Sendo que, o regulamento sanitário obrigava há existência de normas de controlo e inspecção, Manuel Laranjeira, muitas vezes confundiou a ligação médico e paciente, com a vida sentimental, mantendo relações amorosas com algumas das pacientes que visitava.

O exercício da Política
«Como aconteceu com o exercício da medicina, também a prática política se mostrou pouco significativa», afirma o Dr. Armando Bouçon.

Em 1908, é eleito membro da Comissão Municipal de Espinho do Partido Republicano, reforçando o seu republicanismo.

É Presidente da Câmara Municipal de Espinho, de 3 de Agosto de 1911 a 21 de Fevereiro de 1912 e por doença do Dr. Joaquim Pinto Coelho assume o lugar de Administrador do Concelho, mas a partir de "21 de Agosto de 1911, a Câmara teve Conhecimento da doença de Manuel Laranjeira e a partir desse dia e até à sua morte, Manuel Laranjeira foi substituído nos lugares de Presidente da Câmara e Administrador do Concelho".

Não apresenta qualquer prosposta como Presidente da Câmara, fazendo-o apenas por duas vezes como Administrador do Concelho. "Na primeira, sobre o regulamento do corpo de polícia e o seu fardamento, Laranjeira propõe a adopção do uso de um distintivo vermelho e verde [...]. Na segunda sobre o regulamento da mendicidade, propôs o estabelecimento de um horário para essa prática e sugeriu o uso de etiquetas para se distinguir os pobres do concelho [...]". Dr. Armando Bouçon

3ª Comunicação
Arquivo da Câmara Municipal

- Dr. José Salvador: Um Espinhense Ilustre -

O Arquivo da Câmara Municipal de Espinho e os seus colaboradores apresentaram uma pesquisa feita nas Actas da Vereação sobre a actividade política do Dr. José Salvador, enquanto Presidente da Camâra de Espinho.

Pontos essenciais na comunicação:

* Nasce em Espinho em 1883;

* Formação académica: Medicina;

* Residiu no Largo da Graciosa;

* Morre aos 44 anos, no dia 8 de Dezembro de 1927, em Lisboa, durante uma operação cirúrgica.


•Em 1917, ano da morte do Dr. Joaquim Pinto Coelho, candidata-se à Câmara pela 1ª vez, mas não vence as eleições, que são ganhas por um grupo de independentes.
•Em 1919 concorre de novo, conseguindo a 1ª vitória dos Democráticos.
•Toma posse no dia 9 de Junho de 1919.
•Volta a recandidatar-se no mandato seguinte.


•Enquanto Presidente da Câmara de Espinho, as Actas revelam um cidadão empenhado no desenvolvimento da vila. Aposta no seu crescimento executando obras que ficaram como testemunho e referência na história desta terra.
•Nos anos 20 os Estados Unidos e a Europa atravessavam uma profunda crise financeira, que obviamente se reflectiu em Portugal e à qual Espinho não conseguiu fugir.
•O Presidente Dr. Salvador como cidadão atento e preocupado, percebe que a Câmara deve elaborar um conjunto de medidas que protejam os consumidores, com especial atenção para os que viviam em piores condições.

Na acta da Vereação de 21 de Dezembro de 1920, verificamos a existência de um relatório, com as áreas onde a Câmara deve intervir:

* concorda com a construção de um campo de desportos para beneficiar os espinhenses e os visitantes (banhistas) que procuram festas desportivas;

* Sugere alterações em relação ao imposto sobre o pescado e concorda com as isenções ao pagamento de taxas e licenças;

* Manda abrir um Talho Municipal em Espinho para contrariar a especulação vivida neste sector;

* Preocupa-se com o estado de degradação dos bairros piscatórios situados à entrada da Vila e ao cimo da povoação, sugerindo que sejam substituídos por bairros higiénicos mudando de localizaqção;

* Mostra o seu desejo de mudança da linha férrea (desejo antigo) concluindo que no lugar actual se poderia fazer uma grande avenida - situação resolvida na actualidade;

* Preocupa-se com as obras de defesa da praia, dando também especial atenção à questão do abastecimento da água e à canalização dos esgotos, tal como à reparação das ruas principais;

* Reforça o desejo antigo da construção de um edifício para os Paços do Concelho.

Obrigado aos conferencistas, Dr. Teixeira Lopes e Dr. Armando Ribeiro, que desde ínicio se mostraram disponíveis para contribuir para a conferência!

Obrigado pela participação e colaboração da Universidade Sénior de Espinho!

Obrigado a todos os participantes que se deslocaram a título pessoal!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Notícia Jornal «Defesa de Espinho»


No passado dia 19 de Fevereiro, saiu no Jornal «Defesa de Espinho» uma notícia sobre as conferências - «3 Décadas. 3 Visionários».



Notícia:



«O arquivo da Câmara Municipal de Espinho, no âmbito do seu programa educativo, promove no próximo dia 26 de Fevereiro uma conferência intitulada "3 Décadas.3Visionários" que abordará a vida política em Espinho nas três primeiras décadas do século XX, através de Joaquim Pinto Coelho, Manuel Laranjeira e José Salvador, três presidentes da Câmara visionários revelados pelos documentos do Arquivo Municipal.

O Arquivo Municipal optou por homenagear três homens que presidiram ao governo da autarquia, num período de três décadas, sendo os três médicos e os três republicanos.

Beatriz Matos Fernandes, Técnica Superior do Arquivo, revela que Pinto Coelho foi o mais convicto e coerente dos três, fundador do Partido Republicano de Espinho, foi também fundador do jornal Gazeta de Espinho, que no frontispício da primeira página do jornal dizia «Órgão do Partido Republicano». Quanto a José Salvador foi fundador e director da segunda série do Jornal Gazeta de Espinho e Manuel Laranjeira escreveu durante a sua vida para diversos jornais.

São três visionários, pois Beatriz Matos Fernandes explica que as pesquisas feitas sobre os seus mandatos como presidentes da Câmara, revelam terem sido homens muito à frente do seu tempo, empenhados em causas ligadas à qualidade de vida no concelho, sendo muitas delas, ainda hoje de uma enorme actualidade.

Os conferencistas convidados - Carlos Gaio, Armando Ribeiro e António Teixeira - são estudioso e profundos conhecedores destes três homens.

A organização entregará aos participantes uma pasta com informações sobre estes três visionários, pelo que, apesar da conferência ser de entrada gratuita, solicita-se inscrição prévia até terça-feira (dia 24). A ficha de inscrição encontra-se disponível na página do município, podendo também ser feita, através do e-mail arquivo.municipal@cm-espinho.pt ou telefone 22 733 58 81.»




segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Convite para Conferências - 3 Décadas 3 Visionários - 26 de Fevereiro



Convite

O Presidente da Câmara Municipal de Espinho, José Mota, tem o prazer de convidar V. Ex.ª para a Conferência «3 Décadas. 3 Visionários» no dia 26 de Fevereiro, pelas 16 horas, na sala Polivalente do Centro Multimeios de Espinho.

Conferencistas convidados:
Dr. Carlos Gaio – Vereador do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Espinho
Mestre Armando Ribeiro – Técnico Superior de História da Divisão de Património e Museologia da Câmara Municipal de Espinho
Mestre António Teixeira Lopes – Professor da Universidade Sénior de Espinho





Confirmar presença até dia 24 de Fevereiro.

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Serviço Educativo do Arquivo Municipal – Câmara Municipal de Espinho
Praça Dr. José Salvador, 4501-901 Espinho
Telefone: 227335881








Conferência - 3 Décadas - 3 Visionários

Joaquim Pinto Coelho, Manuel Laranjeira e José Salvador.
A vida política em Espinho nas 3 primeiras décadas do século XX.
3 Presidentes da Câmara visionários revelados pelos documentos do Arquivo Municipal.


Conferencistas: Dr. Carlos Gaio, Mestre Armando Ribeiro, Mestre António Teixeira Lopes

Dia 26 de Fevereiro, pelas 16 horas no Centro Multimeios de Espinho – Sala Polivalente.
Inscrições até dia 24 de Fevereiro através do telefone - 22 733 58 81- arquivo.municipal@cm-espinho.pt ou directamente no Arquivo Municipal de Espinho.

Organização: Serviço Educativo do Arquivo da Câmara Municipal de Espinho

Datas em que foram Presidentes da Câmara:

Joaquim Pinto Coelho
01-01-1902 a 31-12-1906
10-10-1910 a 03-08-1911
02-08-1911 a 03-08-1912
13-07-1916 a 31-07-1916

Manuel Laranjeira

03-08-1911 a 02-10-1911

José Salvador
09-06-1919 a 25-01-1926
13-03-1926 a 13-06-1926


Actividade: Reinventa da História de Espinho através de um Documento de Arquivo - Mês de FEVEREIRO


Actividade permanente do Serviço Educativo - Reinventa a História de Espinho através de um Documento do Arquivo

****DOCUMENTO DO MÊS DE FEVEREIRO: Acta da Vereação relativa à morte do Dr. Manuel Laranjeira. Livro de Actas da Vereação nº5 - 10/10/1910 a 24/04/1912. Acta nº8 de 1912. páginas 176, 176v e 177****

Objectivo:
Incentivar os participantes a recontar a história do documento.

Actividade:
Escrever um conto, um poema, fazer uma ilustração. Os trabalhos apresentados serão alvo de um concurso. O prémio será constituído pela publicação do trabalho na revista municipal Quadrícula.

Destinatários: Alunos do 2º e 3º Ciclos
Prazo de envio - 28 de Fevereiro de 2009
O trabalho deverá conter: nome, idade, ano escolar e escola que frequenta.
E-mail para envio do trabalho: arquivo.municipal@cm-espinho.pt


Pensando nas conferências do dia 24 de Fevereiro - «3Décadas.3Visionários», a Actividade «Reinventa a História de Espinho através de um Documento do Arquivo», relembra a morte de um dos 3 Presidentes da Câmara a serem tratados durante as conferências, Manuel Laranjeira.
Faz no dia 22 de Fevereiro de 2009, 97 anos que o Doutor Manuel Laranjeira morreu.

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Acta de Pesar pela Morte do Dr. Manuel Laranjeira

«Acta da Sessão Ordinária da Câmara Municipal do Concelho de Espinho efectuada em 28 de Fevereiro de 1912

Aos vinte e oito dias do mês de Fevereiro de mil novecentos e doze, segundo ano da República, neste concelho de Espinho e sala das sessões da Câmara Municipal […].

Pelo Presidente foi dito que devia referir-se a dois factos, ambos recentes: um que a todos alegra – a reintegração do Senhor Doutor Joaquim Pinto Coelho, nas funções de administrador deste concelho onde tem manifestado o seu talento e amor pelo Concelho que administra. […]. O outro facto, é muito doloroso: a morte do Doutor Manuel Laranjeira, ilustre presidente desta Câmara, um bom português que honrava a sua Pátria e era o orgulho da terra onde nasceu. […] propõe que na acta desta sessão fique exarado um voto de profundo sentimento, e de nada mais se trate como demonstração de sentimento.

O senhor administrador do Concelho (Joaquim Pinto Coelho) diz que em primeiro lugar agradece as palavras de louvor que o Presidente da Câmara (Avelino Vaz) acaba de lhe dirigir […]. Depois refere-se à morte do Doutor Manuel Laranjeira e com palavras de saudade exalta as virtudes do ilustre extinto de cuja iniciativa muito havia a esperar, associando-se também às demonstrações de pesar expressos pela Câmara.

Nesta altura foi apresentado e lido um telegrama do Senhor António Montenegro dos Santos expedido de Lisboa, no qual declara associar-se comovidamente a todas as manifestações de sentimento que a Câmara hoje faça pela morte do seu saudoso presidente. […]»
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Jornal «Gazeta de Espinho» de 25 de Fevereiro de 1912:
«Na noite de Quinta-feira última (22), cerca das 23 horas, faleceu Dr. Manuel Laranjeira.
Martirizado por horrível e desesperante sofrimento, o Dr. Manuel Laranjeira pôs termo à existência, desfechando um tiro de revólver na cabeça:
O trágico desastre desse drama acidentado da vida de Manuel Laranjeira, deixou nos seus amigos, a nota contristadora de uma tremenda catástrofe.
É Indizível o espírito de consternação e lacinante mágoa que a todos foi transmitida. É que, de facto, apesar de o julgarmos perdido, animava-os ainda a longínqua esperança de o ver vivo, entretendo-nos com a alegre convivência da sua palestra instrutiva, amena e erudita.
A «Gazeta de Espinho», a que Manuel Laranjeira prestou, por vezes, a sua colaboração desinteressada, este periódico que deve ao Dr. Manuel Laranjeira o inolvidável serviço da sua solidariedade franca no momento crítico de perseguição, veste-se hoje de luto e lamenta, com sincera dor, a perda irreparável do amigo, do correligionário dedicado.
É a modesta homenagem devida sem favor, a um grande coração e a um grande espírito, ao homem que, além de patriota convicto, se extremava por afeição, mui afectiva e sentimental, a esta praia de Espinho.
A hora de emoção, nem nos deixa livre e pensamento, nem nos sobra a firmeza de ânimo suficiente para traçar agora o perfil, sequer, do médico, do publicista e literário, místico e poeta que foi Manuel Laranjeira.
A «Gazeta de Espinho», em especial número dará aos seus leitores, outra oportunidade, a medida do valor moral e intelectual do nosso saudoso extinto.
Neste momento consigna apenas o seu preito de saudade.
As honras fúnebres tributadas ao malogrado Dr. Manuel Laranjeira revestiram a simplicidade modesta que também guardava ao seu feitio despretensioso. Assim julgaram os seus amigos interpretar fielmente a sua última vontade. Ele quis ser sepultado em Espinho, em campa rasa.
Pelas dezassete horas de sexta-feira, pôs-se em marcha o préstito fúnebre, da casa da habitação para o cemitério. Cortejo meramente civil. Apesar de não serem feitos convites, ali vimos a maior parte dos amigos, alguns do Porto, que vinham prestar esta derradeira homenagem ao saudoso extinto. Viam-se representadas corporações e entidades de Espinho, Câmara e Junta de Paróquia, Centro Democrático, clubes e grémios recreativos, médicos, negociantes, operários e industriais, fechando o préstito a corporação dos Bombeiros Voluntários.»

Alguns dados sobre Manuel Laranjeira:
-Nasce em Mozelos no em 1877.
-Morre a 22 de Fevereiro de 1912, com 35 anos – suicida-se com tiro na casa da Rua 19.
-Termina o curso de Medicina em 1904.
-Foi escritor, poeta e pensador.
-Foi Presidente da Câmara de Espinho entre 03-08-1911 e 02-10-1911
-Colaborou com o Teatro Português, na Revista Musical, no Porto Médico, nos serões e Ilustração Transmontana.
-Era amigo de Amadeu de Souza Cardoso (pintor); Miguel Unamuno (Reitor da Universidade de Salamanca); António Carneiro (pintor)

Curiosidade:
Têm um busto (estátua) em bronze, junto à Escola Dr. Manuel Laranjeira, do autor Manuel Dias.


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Ideias para o Trabalho:

* Escreve uma carta a Manuel Laranjeira;
* Desenha Manuel Laranjeira, tal como fez Souza Cardoso;
* Escreve um Poema tal como Manuel Laranjeir;
Acima de tudo deixa a imaginação surgir e diverte-te...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Mascote do Serviço Educativo - ENTREVISTA AOS VENCEDORES DO NOME




No dia 29 de Janeiro, o Serviço Educativo do Arquivo Municipal de Espinho, deslocou-se à Escola Básica Espinho nº3, para entrevistar a turma 2ºB, vencedora do concurso de atribuição do nome à Mascote do Serviço Educativo.


O nome escolhido foi Gali o Guardião.


A turma recebeu uma caixa com o logotipo do Serviço Educativo, para que todos pudessem «arquivar» coisas que tenham marcado um dia, o fim de semana, um momento, para que no final do ano lectivo possam recordar tudo o que foram guardando. Gali, o Guardião, guardará a memória da turma.



Todos os elementos da turma receberam um Certificado de vencedores do Concurso do Serviço Educativo, relativo ao nome, assinado pelo Vereador da Cultura, Dr. Carlos Gaio.




ENTREVISTA

Serviço Educativo: Gostaram de pintar a mascote do Serviço Educativo do Arquivo Municipal?
Helder: Gostei muito de fazer o Gali o Guardião.
Renata: Gostei muito de pintar.
Tomás: Gostei muito de pintar o desenho, porque era giro. Pintei com marcador e com lápis, misturei as duas coisas.
Hugo: Gosto muito de desenhar e este desenho era giro, por isso eu gostei.
Filipe: Gostei muito, é um desenho giro. Gostei muito de pintar.
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Serviço Educativo: Pensaram muito tempo para encontrar o nome ideal? Foi difícil? Como é que se lembraram do nome Gali o Guardião?
Eduardo: Demorou um pouco de tempo a encontrar nome, mas eu até achei bonito e foi por isso que pus no papel.
Sofia: Gostei muito do conselho do Eduardo.
Beatriz: Gostei muito do nome que o meu colega me deu para por na mascote.
Marta: Gostei muito do nome que o meu colega deu.
Catarina e Gustavo: Gostei muito do nome que o meu amigo deu à mascote.
João: Gostei do nome porque era muito interessante e porque era um nome de uma Cidade muito antiga da Geórgia nos Estado Unidos.
Tomás: Gostei do nome que o meu colega Eduardo deu ao golfinho. Gali é uma das mais antigas cidades da Geórgia, no Distrito Gali, situado na zona de segurança das Nações Unidas. Guardião é aquele que guarda.
Hugo: Acho que foi giro, porque Gali é um nome giro.
Vanessa: O nome que demos ao Gali, era uma cidade muito antiga.
Ricardo: Gosto muito do nome que o meu amigo deu à mascote.
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Serviço Educativo: Quando pensam em Arquivo pensam em que?
Inês: O Arquivo guarda coisas e documentos.
Patrícia: O Arquivo guarda coisas importantes.
Bruno: Arquivo é o que guarda as coisas e os documentos.
Bruno Maia: Arquivo é um lugar onde se guarda documentos e outras coisas.
Hugo: Para mim o arquivo guarda coisas importantes sobre a cidade de Espinho.
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Serviço Educativo: Gostavam de ser guardiões dos documentos? Como iriam guardar os documentos?
Tomás: Se fosse guardião do arquivo, para proteger os documentos, punha-os dentro de uma caixa bem forte e fechava-os à chave.
Marta: Eu queria ser guardiã e para protege-los eu fechava-os à chave.
Renata: Se eu fosse guardiã, guardava numa caixa de vidro e apertava muito bem.
João: Se eu fosse guardião, eu guardava-os num cofre, apertava e guardava com uma chave.
Bruno Maia: Se eu fosse guardião, eu pegava numa chave e levava sempre a chave comigo e vigiava muito bem para ninguém roubar.
Gustavo: Se fosse guardião, punha os documentos dentro de uma caixa e punha alarmes na caixa.
Filipe: Se fosse guardião, ficava sempre a beira do cofre.
Catarina: Se fosse guardiã, metia as coisas num cofre e ficava sempre a vigiar.
Bruno: Se fosse guardião, eu punha alarmes e quando estava a vigiar, se não conseguisse vigiar bem, os alarmes tocavam e eu ia lá.
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Serviço Educativo: Acham que o golfinho é um bom guardião? Porque?
Gonçalo: O guardão guarda as coisas que os ladrões podem roubar e guarda bem guardadinho para os outros ladrões também não roubar, senão fica tudo roubado.
João: Sim, porque se ele estivesse ao longe e se visse alguém a ir para o local onde está o arquivo, como os golfinhos são muito rápidos, ele chegava lá num instante.
Tomás: Sim, acho que o Gali é um bom guardião. Porque ele nunca sai dali, ele é um bom chefe e nunca sai dali.
Hugo: Acho que o golfinho é um guardião, não só porque é rápido, mas também porque tem boa visão e pode ficar altas horas sem dormir.
Catarina: Acho que o golfinho é um bom guardião, ele é muito rápido.
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Serviço Educativo: Sabiam que a mascote do Serviço Educativo do Arquivo vai estar sempre ligada a vocês? Ficam contentes e orgulhosos?
Todos: SIMMMMMMMMMMMMMMMM!
Carolina: Estou muito orgulhosa por ter ganho.
Vanessa: Eu quero ficar sempre ligada ao golfinho guardião.
Inês: Sim, gostei muito do nome. Estou muito orgulhosa.
Bernardo: Gostei muito de ter ganho. O Eduardo deu um nome muito bonito.
Tomás: Gostei muito de termos ganho o concurso e gostei muito de participar.
Catarina: Gostei muito de termos ganho e eu quero sempre que o Gali seja nosso amigo.
Hugo: Gostei muito de termos ganho, porque Gali é um nome bonito e vai ficar sempre nas nossas memórias.
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Vejam mais fotos no seguinte link - carregue em cima dele:

Mascote do Serviço Educativo - ENTREVISTA AOS VENCEDORES DOS NOMES!


No passado dia 27 de Janeiro, o Serviço Educativo do Arquivo Municipal de Espinho, deslocou-se até à Escola Básica 1 de Anta nº2 para realizar uma pequena entrevista aos alunos vencedores da pintura da mascote, Hugo e Telma .

Os alunos do 4º ano, da Professora Isabel Moutinho, desde logo se mostraram disponíveis para responder a todas as perguntas, sendo que os restantes alunos da turma também se pronunciaram sobre o desenho, a pintura e o seu nome.

Aos alunos vencedores foram entregues duas caixas, que simbolizavam o acto de guardar algo, numa espécie de Arquivo próprio. Propusemos que guardassem, nas pequenas caixas, algo que marque um momento importante para eles, ou algo que não se queiram esquecer.



Foi também entregue um certificado assinado pelo Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Espinho, Dr. Carlos Gaio, confirmando o facto de terem ganho o concurso da mascote.




Entrevista


Serviço Educativo: Vocês gostaram de pintar o desenho? Foi divertido?

Telma: Sim!
Hugo: Sim!

Serviço Educativo: Porque é que usaram aquelas cores? São as vossas cores preferidas?


Telma: Sim!

Hugo: Sim!

Serviço Educativo: Quais são as vossas cores preferidas?


Telma: Cor-de-laraja, cor-de-rosa, vermelho, azul-marinho.
Hugo: Azul, vermelho, amarelo, azul bébé, castanho, verde e mais nenhuma.


Serviço Educativo: O golfinho é dos teus animais preferidos? Porque?


Telma: Sim! Porque representa um símbolo de Espinho e é muito brincalhão.

Hugo: Sim! Porque dá muitos saltos na água e está sempre a rir-se.


Serviço Educativo: E quais são os outros animais preferidos?

Telma: Gato e cão.

Hugo: Leão e o tigre.


Serviço Educativo: Gostaram que a vossa pintura fosse a escolhida? Porque?

Telma: Sim, porque gostava de ser entrevistada.

Hugo: Sim, porque se eu ganhasse (e eu ganhei) ia ser mais popular. Assim tiro muitas fotografias e estão-me sempre a fazer entrevistas.


Serviço Educativo: Sabiam que a pintura da Mascote do Serviço Educativo do Arquivo vai estar sempre ligada a vocês? Sentem-se orgulhos? Porque?

Telma: Sim.

Hugo: Sim, porque as pessoas que vão nascer vão dizer que os nossos nomes foram aqueles que foram escolhidos para a pintura da mascote.

Serviço Educativo: A mascote do Serviço Educativo vai-se chamar Gali o Guardião, gostam do nome?

Telma:Sim.

Hugo: Gosto do nome porque dá mais imaginação à pintura.

No final os vencedores quiseram acrescentar algumas palavras:
Hugo: Pus o azul no golfinho porque acho que o azul é original. Pus o amarelo e cinzento na lata porque acho que as cores são as cores que a lata tem. Pus as gavetas a verde para por o desenho mais colorido.
Telma: Pus a cor no golfinho porque acho que fica mais colorido; Pus o cor-de-laranja porque fica bem com azul. Pintei de forma a que ficasse colorido.


Os restantes alunos quiseram também deixar registadas as suas opiniões...


Tiago André: Na minha opinião, acho que as cores ficaram muito bem conjugadas e o trabalho está muito giro. Eles formaram uma equipa e conseguiram fazer este belo trabalho.

André Guimarães: Eu gostei muito deste desenho por causa do seu nome, das cores que eles escolheram, que são quase as que gosto mais. Eu gosto muito do Golfinho.

Tiago José: Acho que Gali o Guardião fica um nome muito giro. Acho que a combinação das cores que os meus amigos escolheram ficaram muito bem.

Flávia: Eu acho que o azul do golfinho fica muito bonito e adequado ao golfinho. Os desenhos que os meus colegas pintaram combinaram bem.

Eduardo: Na minha opinião este desenho tem tudo a ver com Espinho. O nome Gali o Guardião tem tudo a ver com o desenho. Acho que as cores estão muito simplificantes.

André Miguel: Eu gosto muito deste desenho, está muito lindo. Com as cores dos desenhos dos meus dois amigos ficou um desenho espectacular, tal como o nome.

Miguel - Andreia - Eduardo: Gostamos muito do golfinho porque simboliza Espinho. Eu gosto mais do nome porque tem tudo a ver com ele. Eu gosto do golfinho e do nome dele porque tem tudo a ver com a imagem. E quem fez esta imagem foi uma senhora chamada Alexandra.

Flávia - André Miguel - Marco: Este desenho foi feito pela Alexandra Jesus. Tem muitas cores dos nossos amigos Telma e Hugo que combinaram e fica um desenho óptimo. O golfinho simboliza a cidade de Espinho, que representa em muitas ocasiões. O nome dele quer dizer que guarda o Arquivo Municipal de Espinho.

Diogo - Helena: O golfinho é um símbolo de Espinho. Gali o Guardião condiz com este desenho que os nossos dois colegas pintaram e as cores simbolizam muitas coisas. O Golfinho é a mascote de Espinho.

André Guimarães - Tiago André: Modestamente mandaram-nos fazer um desenho para o Arquivo Municipal de Espinho e a junção dos dois desenhos dos nossos amigos formaram este. Ficou muito giro porque a cor do golfinho faz lembrar as ondas do mar. A lata de conservas faz lembrar um ficheiro que tem muitas informações. O golfinho ficou muito bem. A Alexandra fez um grande trabalho ao juntar aqueles dois.

Cátia - Telma - Catarina - Tatiana - Andreia: Este desenho foi realizado pela nossa amiga Alexandra. O golfinho simboliza Espinho. O desenho está muito lindo. As cores foram muito bem escolhidos pelos nossos amigos. O nome do golfinho Gali o Guardião fica bem escolhido pela descoberta do golfinho. E com as duas cores juntas ficou um belíssimo desenho.


Vejam mais imagens no seguinte link... carreguem em cima:

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Mascote do Serviço Educativo - Resultado Concurso

Apresentamos a Mascote Oficial do Serviço Educativo do Arquivo da Câmara Municipal de Espinho!




PARABÉNS AOS VENCEDORES!

Vencedores da Pintura:
Escola E. B. 1 de Anta nº2
4º ano - Professora Isabel Moutinho

Alunos vencedores**:
Telma Ribeiro
Hugo Rodrigues

** Olhando para as duas imagens, percebemos estas se completam a nível de cromático. Os trabalhos dos dois alunos, foram então escolhidos, devido à vivacidade das cores e aos seus tons engraçados e vibrantes.



Nome vencedor:
Gali o Guardião

Vencedores:
Escola E.B.1 Espinho nº3
Professora Margarida Blasco
Alunos Vencedores***:
Turma: 2º ano - Turma B

*** O nome original e diferente, a relação entre o arquivo e a sua função de guardar os documentos produzidos pelos serviços da Câmara, entre outros, levou-nos à decisão por este nome. O golfinho da mascote passa a chamar-se Gali e é o Guardião do Arquivo.

Mascote Serviço Educativo - Turmas concorrentes

Actividade – Mascote do Serviço Educativo
Destinatários: Alunos do 1º Ciclo do Concelho de Espinho.

A Mascote necessitava de ganhar vida.
A Mascote precisava de um nome e de ser colorida.

A entrega dos trabalhos, terminou dia 31 de Outubro de 2008, havendo diversos candidatos.

A quem concorreu, o nosso agradecimento e os nossos parabéns pela criatividade, pelo empenho. Agradecemos aos professores e alunos.

Quem participou na actividade?
Agrupamento de Escolas Sá Couto:
Escola Básica 1 /Jardim de Infância de Anta nº2
1º ano;
2º ano;
3º ano;
4º ano (Professora Isabel Moutinho).

Escola Básica 1/ Jardim de Infância de Espinho nº3
2º ano - turma B (Professora Margarida Blasco);
2º ano - turma C (Professora Ana Maria Ascenção);
2º ano - turma D (Professora Fátima Vidrago);
3º ano - turma F;
4º ano - turma B.



Escola Básica 1/ Jardim de Infância de Espinho nº 2
4º ano - turma B (Professora Isabel Paulino)

Logotipo/Mascote do Serviço Educativo - Memória Descritiva


Desenho: Alexandra Jesus


O logótipo do Serviço Educativo do Arquivo da Câmara Municipal de Espinho foi pensado de forma a transmitir a ideia de Arquivo, relembrando também a História da Cidade de Espinho.
Ao desenhar o logótipo tive em atenção a necessidade de mostrar o que existe num arquivo, algo desconhecido por muitos.
A ideia visual e mental de Arquivo leva-nos a um lugar fechado, muito restrito e sem possibilidade de se dar a conhecer, contudo o desenho demonstra o oposto. O golfinho abre o arquivo aos espinhenses, deixando de lado o mistério e o «segredo» relativo ao seu interior e ao seu conteúdo.
Um golfinho sorridente, um símbolo identificador de Espinho, dá as boas vindas, com um ar amigável, aos visitantes do Mar de Documentos que existe no Arquivo.

Na boca, o golfinho leva o abre-latas da lata de conserva, local onde se encontram diversos suportes de informação.

O arquivo está inserido, de forma metafórica, numa lata de conservas, relembrando uma das mais importantes áreas da indústria que existiu, em tempos, em Espinho.

A Fábrica Brandão Gomes foi bastante importante para o desenvolvimento de Espinho.
A ideia de usar a lata de conserva como albergue do Arquivo, surge no encalço da mudança de uma parte do espólio arquivístico, para o FACE (Fórum de Arte e Cultura de Espinho), o antigo edifício da Fábrica de Conservas Brandão Gomes e C.ª.
O logótipo demonstra a abertura à população espinhense (e não só) do Arquivo Municipal de Espinho.
A pintura e o nome do logótipo/ mascote, ficou a cargo dos alunos do 1º Ciclo das Escolas do Concelho, concedendo-lhes desta forma uma ligação ao Serviço Educativo, demonstrando que este é feito por nós, mas também por eles.

Com esta imagem, identificativa do Serviço Educativo do Arquivo Municipal de Espinho, iniciou-se o contacto com a comunidade escolar.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Actividade - Reinventa a História Através de um Documento do Arquivo - MÊS DE DEZEMBRO

Texto vencedor da actividade - Reinventa a História de Espinho através de um Documento de Arquivo - Mês de Dezembro!

****DOCUMENTO DO MÊS DE DEZEMBRO - Ciclone de 20 de Dezembro de 1925 - Actas da Comissão de Socorros aos Sinistrados da Catástrofes de Espinho - Relatório (12-01-1926)****


«Um ciclone destruidor em Espinho

O dia 20 de Dezembro deste ano de 1925,tinha sido destinado pela equipa de reportagem deste jornal a fazer a cobertura de uma prova de hipismo nesta vila, há muito prevista, acontecimento que não se realizou, porque a natureza contrariou a vontade dos homens.
Na altura em que a equipa se deslocava para o local, junto ao mar, levantou-se repentinamente um ciclone devastador que arruinou todo o pobre bairro piscatório, bem como outras zonas piscatórias próximas. Os nossos olhos nem queriam acreditar no que estavam a ver: algum gado que por ali andava fugiu aos donos espavorido, as casas voavam e tudo andava pelo ar.
Tivemos que nos abrigar, uma vez que queríamos fazer uma reportagem fotográfica de tão grave acontecimento, mas os gritos de pedido de socorro eram muitos. Graças a Deus nenhuma vida foi levada pelo ciclone, nem mesmo um anjinho de uma criança que ficou sob os escombros da sua casa. Foram os Bombeiros Espinhenses que a encontraram e a tiraram com vida do local.
O Senhor Presidente da República, Dr Bernardino Machado lembrou na visita a que fez ao local desta tragédia, tão terrível acontecimento e prometeu ajudar os que mais sofreram com este ciclone.
Carla Santos
Repórter do jornal “O Reformador”»
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Autora: Carla Santos
Escola: E.B. 2/3 Sá Couto
Clube do Património
Ano Lectivo 2008/2009
Parabéns Carla :) Continua a participar...
Parabéns aos outros concorrentes, continuem a dar largas à imaginação!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Actividade: Invasões do Mar - CICLONE DE 1925


Ciclone de 1925
O acontecimento e o seu desenvolvimento

No Documento do Mês de Dezembro (que se encontra situado, mais abaixo, neste blog) poderão encontra diversa informações relativa ao tema.

Espinho sofreu invasões do mar ao longo dos anos, tendo sido realçado na actividade o ciclone de 1925.

Sabes o que se passava em Espinho no ano de 1925?
Vamos descobrir??

-Criação da Fábrica de Sabão (Rua 26) – «Barros & Cª Lda»
-Prolongamento da Rua 18
-Inauguração do Campo de Aviação de Espinho
-Inauguração do Club Desportivo Espinhense
-Anúncio da futura indústria da Fosforeira Portuguesa
-Instalação em Espinho da «Fábrica de Cerâmica Lusitânia», na rua 14



20 de Dezembro de 1925
Este ciclone, aconteceu em pleno Domingo, um dia de semana para descanso, cerca das 12horas.
Nos documentos do Arquivo Municipal, a informação multiplica-se, sendo importante realçar que este acontecimento, levou todo o país a manifestar a intenção de ajuda à nossa Vila de Espinho.

Mas afinal, o que é um Ciclone?
*forma-se nas águas do Oceano Atlântico;
*apresenta um aspecto de 'funil';
*é acompanho por chuva intensa, granizo, vento forte e tempestuoso, ondas grandes, granizo...

Espinho... sofreu nesse dia grandes alterações...
O ciclone...
Destruiu diversas casas do Bairro Piscatório;
Destruiu os balneários do campo de futebol do Sporting Club de Espinho, que estava em fase de conclusão;
Provocou estragos na Igreja Matriz de Espinho;
Destruiu parte do Bairro da Rainha (mandado contruir pela Rainha D. Maria Pia noutra situação em que o mar invadiu Espinho).

Imagens do livro Monografia de Espinho. página 172


Depois do Ciclone, Espinho recebeu vários telegramas, de todo o país...
«Telegrama da Câmara de […], apresentando as suas condolências pela grande catástrofe sofrida por este concelho».
«Ofício da Câmara Municipal de […], apresentando a sua dolorosa expressão do profundo pesar pelo tristíssimo acontecimento do dia vinte […]»

Actas da Vereação – livro nº 13, acta nº35 de 26 de Dezembro de 1925. p. 88v e 89.

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Formou-se uma Comissão para ajudar todos os que haviam sofrido com o acontecimento, sendo de realçar a necessidade de construir um bairro para alojar todos os que ficaram sem os seus únicos bens, as suas casas...

A construção do Bairro aconteceu essencialmente com a ajuda do Jornal «Diário de Notícias», que abriu uma subscrição pública para ajuda da nossa Vila. Muito dinheiro chegou a Espinho através desse Jornal, tendo também chegado roupas, louça, comida. A ajuda veio de todos...

Sendo necessária a construção do Bairro, mostrou-se também uma preocupação de higienização, de apoio escolar, de melhoria de condições de vida dos sinistrados.

Bairro Diário de Notícias - foi o bairro que foi construído, uns anos depois, para albergar os desalojados.







Plantas do Bairro Diário de Notícias in Arquivo Municipal de Espinho

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Depois deste acontecimento (e mesmo antes, mas agora com mais atenção), foram realizadas diversas obras de defesa da costa, tentando que o mar não continuasse a invadir a vila...

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No ciclone, diversos acontecimentos estranhos aconteceram? Sabem algum?

- Houve um menino, chamado Francisco Joca, que esteve debaixo de pedras durante 3 horas;

- Algumas pessoas saltaram da janela para a rua, tentando fugir da queda da sua casa;

- vários barcos, os conhecidos barcos dos pescadores, voaram e entraram pelas casas dentro, desfazendo-se...;

- Prejuízos superiores a 1.000.000$00 (lembrem-se que não era euros)

Para mais informações... podem enviar e-mail ou dirigirem-se ao Arquivo Municipal de Espinho, onde há um Mar de Documentos para descobrirem...

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«A catástrofe...

Os Jornais diários e locais deram em reportagens desenvolvidas uma ideia nítida da grandeza do ciclone que assolou a nossa praia.

O triste espectáculo que nos apresenta o bairro piscatório, teatro do desastre, comove o coração mais adversos ao sentimento humano!

Era um bairro pobríssimo, pestílento e despido de confortos, mas que servia de refúgios a numerosas famílias de pescadores, pobres de conhecimentos e de recursos materiais, é verdade, mas lobos do mar!

Bem hajam aqueles que movidos pelo mais sagrado dos sentimentos procuram suavizar o seu infortunio!...

Bem hajam...»

Jornal «O Reformador» - Espinho, 3 de Janeiro de 1926

Fotografias da Actividade - Invasões do Mar - Ciclone de 1925

A sala da actividade...




Os alunos durante a actividade...





As caricaturas...



Os bigodes «à Bernardino Machado»...



O clube de Património da Escola E.B. 2/3 Sá Couto...

domingo, 11 de janeiro de 2009

Actividade - Invasões do Mar: CICLONE DE 1925

O Serviço educativo do Arquivo Municipal de Espinho, levou a cabo a actividade «Invasões do Mar - Ciclone de 1925», entre os dias 6 e 15 de Janeiro de 2009, na sala de workshops do Centro Multimeios de Espinho.



Esta actividade tentou demonstrar às crianças e jovens do Concelho de Espinho, o perigo da invasões do mar, realçando o Ciclone de 20 de Dezembro de 1925, que colocou em risco pessoas e bens, principalmente os mais desfavorecidos, os pescadores.


Todos entraram na história, identificados como Historiadores...



As turmas do 1º ao 4º ano visualizaram um pequeno filme, baseado numa história real. A História é relatada no jornal «O Reformador», referindo-se a uma criança de 6 anos, Francisco Joca, criança que ficou debaixo de pedras durantes 3 horas, até ser encontrada por um bravo bombeiro. Bombeiros e povo ajudaram os feridos, não tendo sido registada nenhuma morte. A importância de transmitir histórias reais, foi aqui vincada, demonstrando-se a ajuda de todo país à Vila de Espinho, realçando-se a construção do Bairro Diário de Notícias (conseguida com fundos de uma subscrição criada pelo Jornal Diário de Notícias) e a visita do Presidente da República, Dr. Bernardino Machado, a 23 de Dezembro.


Os pequenos estudantes visualizaram caricaturas do Presidente da República e realizaram, dando lugar à imaginação, as caricaturas do Representante do País.





Exemplo de caricatura do Presidente da República Bernardino Machado

A viagem ao passado terminou com a entrega de «máscaras» representativas do tão característico bigode e barba de Bernardino Machado.



O «Clube do Património», composto por 10 alunos da Escola E.B. 2/3 Sá Couto, participou também na actividade. Os alunos ficaram a conhecer alguns dos Documentos do Arquivo relativos ao acontecimento, conhecendo diferentes tipologias dos mesmos. Este clube esteve em contacto com o Património Documental, tão importante para a memória local.

Cerca de 350 Alunos do Concelho de Espinho participaram nestas actividades.


13 Turmas:

4 turmas do 1º ano
2 turmas do 2º ano
4 turmas do 3º ano
5 turmas do 4º ano

Clube do Património da Escola E.B. 2/3 Sá Couto


Agradecemos a todos os participantes!

Brevemente no blog


* Informações sobre a conferências sobre - Joaquim Pinto Coelho, José Salvador e Manuel Laranjeira

* Informações sobre o regulamento do concurso de fotografia - «A Toponímia Espinhense»

* Informações sobre a Mascote oficial do Serviço Educativo do Arquivo Municipal de Espinho - entrevista a vencedores e outras informações...




Aguardem...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Actividade: Reinventa a História de Espinho através de um Documento - Mês de Janeiro

Actividade permanente do Serviço Educativo - Reinventa a História de Espinho através de um Documento do Arquivo

Destinatários: Alunos do 2º e 3º Ciclos
Prazo de envio - 31 de Janeiro
O trabalho deverá conter: nome, idade, ano escolar e escola que frequenta.
e-mail para envio do trabalho: arquivo.municipal@cm-espinho.pt

****DOCUMENTO DO MÊS DE JANEIRO - Auto de Posse de Joaquim Pinto Coelho como Presidente da Câmara Municipal de Espinho, a 2 de Janeiro de 1902. Actas da Vereação da Câmara, livro nº 1, 1899 - 1902. páginas 123v e 124****

Objectivo:
Incentivar os participantes a recontar a história do documento.

Actividade:
Escrever um conto, um poema, fazer uma ilustração. Os trabalhos apresentados serão alvo de um concurso. O prémio será constituído pela publicação do trabalho na revista municipal Quadrícula.

«Sessão de Juramento e instalação da Câmara Municipal eleita para gerir os negócios municipais do mesmo Concelho [...]
Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil novecentos e dois, nos dois dias do mês de Janeiro, nesta povoação de Espinho, Paços do Concelho e sala de sessões da Câmara Municipal [...].
Assumindo a presidência, o presidente eleito agradece ao povo de Espinho, que o elegeu e aos colegas que o distinguiram com a honra do cargo da presidência deste Município. [...]»

Assinalámos este acontecimento, realçando e antecipando, as Conferências que se realização no próximo mês de Fevereiro. Vários nomes da história de Espinho se tornaram importantes, mas Joaquim Pinto Coelho foi uma das personalidades que mais lutaram por Espinho.

Este documento do mês, refere-se, apenas, à primeira vez que Joaquim Pinto Coelho foi eleito Presidente da Câmara, outras vezes se seguiram.


Fotografia - Joaquim Pinto Coelho


No conjunto de todos os anos, enquanto Presidente da Câmara de Espinho, Joaquim Pinto Coelho realizou diversas obras...

...vejamos algumas importantes para Espinho:

* Fornecimento da energia eléctrica à Vila, em 1903;

* Construção do Mercado Municipal;

* Expropriação e Urbanização dos terrenos do Largo dos Combatentes;

* Abertura das ruas 16, 18, 20 e 23;

* Plantação das Palmeiras da Avenida 8 ( actualmente já retiradas do local);

* Construção do 1º Coreto do Largo da Graciosa e instalação da Fonte Luminosa no mesmo local ( O Largo da Graciosa é o local onde era a entrada em rampa para o túnel que passava por baixo da antiga linha do comboio);

* Transferência da Feira para o Parque João de Deus, onde se encontra hoje o tribunal;

* Alargamento dos passeios da Rua 19 (Relembro que na Rua 19, abaixo da Câmara, antigamente passavam carros; actualmente é uma zona pedestre);

* Instalação do 1º Colector de Esgotos (Joaquim Pinto Coelho preocupou-se desde início com os meios de higienização);

* Pavimentação das primeiras ruas a «Macadam» (pensem em terra batida, era algo parecido);

* Substituiu o nome das ruas por números, em 1911, depois da Implantação da República (Joaquim Pinto Coelho foi o Presidente da Câmara temporário após o 5 de Outubro de 1910.
- «A Monarquia [...] pôs a Nação a saque. Barbariza, deprava, delapida, tortura e escraviza»; « A República é o governo do povo e pelo povo» - Frases de Joaquim Pinto Coelho, escritas no jornal «Gazeta de Espinho);

* Ampliação da Planta de Espinho para sul da Rua 19;

* Construção da Fonte do Mocho;

* Criação da Escola Nocturna «António José de Almeida»;

* Cedência do terreno para a construção dos actuais Paços do Concelho (Câmara Municipal) e alguns terrenos para o Parque João de Deus (o Parque localizado em frente à Câmara).

Joaquim Pinto Coelho... para além de Presidente da Câmara de Espinho foi médico; foi o FUNDADOR e 1º DIRECTOR do Jornal «Gazeta de Espinho».

«Chapéu branco (o chapéu do nosso doutor está sempre com a estação [...]), a bengala de volta pendurada no braço, as mãos nos bolsos das calças, a corrente do relógio de bolso, um sorriso franco e leal nos lábios e assim, de rua em rua, percorre Espinho nos serviços clínicos».
Livro - Dr. Joaquim Pinto Coelho: Textos Políticos 1905-1910 (compilação, prefácio e notas de Francisco de Azevedo Brandão)

O «amigo dos pobres» nasceu na Freguesia de Mozelos do Concelho de Santa Maria da Feira, em 27 de Fevereiro de 1968 e morre a 24 de Fevereiro de 1917, com 62 anos (uma idade avançada para a época).


E muito, mas muito mais se poderia dizer deste Homem, que lutou por Espinho, pelos pobres, pela República, pela medicina, pelo jornalismo...
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Ideias para o teu trabalho:

* Imagina-te como médico na época;
* Imagina-te a acender a primeira luz eléctrica em Espinho;
* Imagina as palavras que dirias ao fundar o jornal «Gazeta de Espinho»;
* acima de tudo... deixa a imaginação surgir...