Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta 5 de Outubro de 1910. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 5 de Outubro de 1910. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Actividades/Jogos

Durante as actividades do Serviço Educativo do Arquivo Municipal de Espinho, as turmas foram convidadas a realizarem alguns jogos.

Exemplos:
* Jogo da memória com a Bandeira Nacional;
* Jogo da Glória com perguntas relativas ao Regícidio e à República;
* Votação para eleger o animal preferido;
* Cantaram o Hino Nacional Português;
* entre outros...

Resultados da Votação Global da Eleição dos alunos do 1º ao 4º ano:
**1º Classificado - GOLFINHO - 12 turmas votaram neste animal
**2º Classificado - LEÃO - 3 turmas votaram neste animal
**1 empate entre Golfinho e Leão
** O MACACO não foi eleito em nenhuma das turmas






Imagens de algumas das turmas que participaram nas Actividades de Comemoração do 5 de Outubro de 1910. Obrigado a todos os presentes!


726 Alunos do Concelho de Espinho participaram nestas actividades.

31 Turmas:
4 turmas do 1º ano
3 turmas do 2º ano
4 turmas do 3º ano
6 turmas do 4º ano
10 turmas do 6º ano
4 turmas do 9º ano

Escolas participantes:
Anta nº2
E.B. Espinho nº 2
E.B. 2/3 Sá Couto
Manuel Laranjeira

Bandeira Nacional Portuguesa






Com a República nasceram novos símbolos Nacionais, a Bandeira Nacional é um deles.


A actual Bandeira Nacional foi resultado de um estudo de uma Comissão formada por Columbano Bordalo Pinheiro (Pintor); João Chagas (Jornalista); Abel Botelho (Romancista); Primeiro-Tenente Ladislau Pereira e do Primeiro-Tenente Ladislau Pereira.


Bordalo Pinheiro




Abel Botelho


João Chagas


Em Espinho, mesmo antes da Bandeira ser oficial... a Bandeira já era importante...

«Pelo Administrador do Concelho foi dito que havia entregado na secretaria da Câmara uma Bandeira Nacional destinando-se a ser hasteada nos Paços do Concelho […]. A Câmara consigna o seu profundo reconhecimento e decide que, para incutir o culto da Bandeira […], a bandeira começasse a ser hasteada em todos os dias feriados reconhecidos pelo Governo e pela República.»

Acta da Vereação de 23 de Março de 1911 [Disponível no Arquivo Municipal de Espinho]


«O Administrador do Concelho dá conhecimento à Câmara de haver recebido uma circular do Governo Civil em que lhe é comunicado que a Cordoaria Nacional fornece Bandeiras Nacionais ao preço de onze mil réis […]. – A Câmara deliberou adquirir […] uma dessas bandeiras , e pedir que lhe sejam fornecidas outras pelo menos para as escolas oficiais.»

Acta da Vereação de 6 de Abril de 1911 [Disponível no Arquivo Municipal de Espinho]


Quando é implementada a Bandeira Nacional?
É em 19 de Junho de 1911, por Decreto da Assembleia Constituinte.


Como é a Bandeira de Portugal?

* É dividida em duas cores: Verde escuro do lado esquerdo (ocupa dois quintos) e Vermelho Rubro do lado direito (ocupa três quintos);

* Ao centro, sobre a união das duas cores, tem o Escudo das Armas Nacionais e a Esfera Armilar Manuelina, em amarelo e contornos a negro.


O que Significam as cores da Bandeira Nacional?? Sabem?


VERMELHO:
* força;
* calor;
* alegria;
* virilidade;
* coragem;
* o sangue derramado pelos Portugueses nas Batalhas.

VERDE:
* esperança
* consagra a Revolta de 31 de Janeiro de 1891.

BRANCO:
* singeleza;
* paz;
* harmonia;
* assinala o ciclo épico dos Descobrimentos Portugueses.


Sabem o que significam os símbolos da Bandeira Nacional?



ESFERA ARMILAR:

* Instrumento de navegação marítima;
* Emblema pessoal de D. Manuel II;
* Consagra os Descobrimentos Portugueses.



ESCUDO:

* Bravura;
* Tenacidade = firmeza;
* Diplomacia;
* Audácia = Atrevimento, Coragem;
Com que a Nacionalidade Portuguesa foi defendida!



QUINAS:

*As primeiras batalhas na conquista do País;
* Os cinco reis mouros vendidos na Batalha de Ourique por D. Afonso Henriques;
* Os pontos brancos representam as chagas de Cristo. (Chagas de Cristo: feridas com que Cristo ficou na sua Crucificação - 2 nas mãos; 2 nos pés e 1 no lado [barriga])






CASTELO:

* Os castelos conquistados por D. Afonso III aos Mouros.








Brevemente... Etiqueta da Bandeira...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Hino Nacional Português - «A Portuguesa»


Sabem o que é o Hino Nacional?


Aquela música que a equipa de futebol portuguesa canta quando joga contra outro país…



Selecção Nacional

A música que o Nelson Évora cantou quando ganhou a Medalha de Ouro
nos Jogos Olímpicos…
Nélson Évora

É a música do nosso país, o Hino Nacional Português.
Imagina que tens uma música com o teu nome, só para ti. Era giro não era? Podes sempre criar uma. Tens é de pensar bem, para a música dizer o que és e pensar que tem de ser algo fácil de decorar. Experimenta.

Portugal tem uma música só para ele. A música chama-se “A Portuguesa”. Tem lógica, não tem?
A letra da música já é velhinha, tem 118 anos. Nasceu quando Portugal lutava por terras em África (sabes, África é um grande continente, quente, que Portugal foi conquistando).
A música nasceu para dar mais força portugueses, uma forma de os ajudar a lutar e Portugal ganhar a batalha contra a Grã-Bretanha (Um país do Continente Europeu. Nós também somos do Continente Europeu).
Mapa Cor-de-Rosa

Bem, mas para que saibas e possas mostrar aos teus pais que és um grande historiador, tens de saber outras coisas.
Sabes o que é a letra de uma música? A letra de uma música é aquilo que nós escrevemos, com as letras que aprendeste na escola, o abecedário.


E a melodia de uma música? Sabes o que é? Não? É um tipo de escrita diferente, não com o abecedário, mas com letras musicais. Normalmente são escritas em pautas, um papel diferente do de linhas, onde criamos música para os instrumentos. A melodia é o que ouves se ninguém estiver a cantar.


Aqui há muitos anos, ainda não tinham escolhido a melodia certa para a letra da música. Foi preciso criar um grupo de pessoas para estudarem qual a melhor música, mas o Hino Nacional não foi alterado, ficou igual e foi aprovado a 16 de Julho de 1957 (os teus pais seriam nascidos? Pergunta-lhes. Os teus avós eram nascidos de certeza).

O autor da letra foi o poeta Henrique Lopes.
Henrique Lopes de Mendonça

O autor da melodia foi Alfredo keil. Ele até teve direito a uma estátua na Praça da Alegria, em Lisboa.
Alfredo Keil

Esta música tornou-se importante no 5 de Outubro de 1910 (Implantação da República). As bandas de música tocaram-na, vezes sem conta, tornando-o a música de Portugal. Na noite de 6 de Outubro de 1910, Espinho ouviu «A Portuguesa», festejando a Implantação da República. A cidade iluminou-se.

No ano seguinte, a Assembleia Nacional Constituinte (uns senhores que mandavam em Portugal), aceitam «A Portuguesa» como a música que identifica o País.

Sabem quando se canta o Hino?
O hino canta-se em cerimónias oficiais nacionais, civis e militares. É uma homenagem a Portugal, à Bandeira Nacional ou até ao Presidente da República Portuguesa. É também a nossa forma de dizer «olá» as pessoas que mandam em outros países e visitam o nosso. E claro, não nos esquecendo dos jogos da selecção nacionais e de atletas que representam o nosso país.
Bandeira Nacional Portuguesa
Aníbal Cavaco Silva
Por fim, sabiam que a letra do Hino era muito maior? É verdade, era diferente. Lê o poema inicial da música:

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memoria,
Oh pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela pátria lutar!
Contra os Bretões marchar, marchar!

Desfralda a invicta bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa á terra inteira:
Portugal não pereceu!
Beija o teu solo jucundo
O Oceano, a rugir de amor;
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela pátria lutar!
Contra os Bretões marchar!

Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela pátria lutar!
Contra os Bretões marchar!


O Hino Nacional Português é a alma do País. Fácil de decorar. Aprende com a letra a seguir, se não souberes ler bem ou não souberes a música, pede ajuda aos teus pais.




O poema que todos cantam em todos os festejos portugueses é o seguinte:

Heróis do mar, nobre Povo,

Nação valente, imortal,

Levantai hoje de novo

O esplendor de Portugal!

Entre as brumas da memória,

Ó Pátria, sente-se a voz

Dos teus egrégios avós,

Que há-de guiar-te à vitória!


Às armas, às armas!

Sobre a terra, sobre o mar,

Às armas, às armas!

Pela Pátria lutar

Contra os canhões marchar, marchar!

A constituição da Câmara Municipal de Espinho Antes e pós República

Antes da República

Presidente – Dr. António Augusto Castro Soares

Vogais efectivos – Alberto Jorge Moreira Pinto, Eurico Carlotti Pousada e Narciso André de Lima.


Pós – República

Auto de Posse da Comissão Municipal Republicana do concelho de Espinho em 10 de Outubro de 1910.

Comissão Provisória – Presidente - Dr. Joaquim Pinto Coelho – médico

Vogais efectivos:
Alfredo Jorge Pereira de Brito Leite de Berredo -
Francisco Joaquim Pereira Resende - negociante
António Martins da Silva Cruz – industrial
Francisco Alves Vieira – negociante

Vogais substitutos:
Alberto Pereira Nunes Delgado – farmacêutico
Manuel Luís Rodrigues – negociante
José Xabregas Júnior – negociante
Avelino da Silva Vaz – construtor
Manuel Alves Lima – industrial

Auto de Posse da Comissão efectiva em 2 de Janeiro de 1914

Presidente – Manuel Joaquim Simões Pedro
Vice – Presidente – Fernando Francisco Pereira
Secretário – Francisco Oliveira Gomes
Vogais – Narciso André de Lima, António de Brito Faria

Visitas da Família Real a Espinho e de Presidentes da República

Visitas da Família Real a Espinho/ Passagens em Espinho

Rei D. Carlos acompanhado pelo Infante D. Afonso – 15 de Setembro de 1903
Carruagem Real efectuou paragem de minutos.
Os membros da Câmara Municipal, o Administrador do Concelho, o Governador Civil e muito povo, aguardaram na gare a sua passagem.

Rainha D. Amélia – Novembro de 1908
Carruagem Real efectuou paragem de minutos.
O Presidente da Câmara pediu autorização para a entrada da Rainha D. Amélia na gare de Caminho-de-ferro para a população a saudar.

Rei D. Manuel II – 23 de Novembro de 1908
Foi recebido por Henrique Pinto Alves Brandão, Presidente da Câmara.
Visitou a Fábrica Brandão Gomes e almoçou no Salão Nobre da Assembleia de Espinho
Inaugurou o troço da Linha de Caminho de Ferro do Vale do Vouga.
Espinho preparou-se para a visita do Rei. Embandeiraram-se as ruas de Espinho, procederam-se a melhoramentos das ruas pelas quais iria passar, prolongou-se a Rua do Cruzeiro (actual Rua 2)

Efectuaram-se outras passagens da Família Real por Espinho, que não receberam a mesma atenção das referidas.

Visitas de Chefes de Estado a Espinho

Bernardino Machado - 23 de Dezembro de 1925
Motivo: Ciclone de 20 de Dezembro de 1925
O Presidente inteirou-se do trágico acontecimento, prometendo ajuda para as famílias do Bairro Piscatório.

Américo Tomás – 19 de Junho de 1968 – 1ª Visita
Motivo: Inauguração da Nova Escola Industrial e Comercial de Espinho
Na Câmara colocou-se uma lápide para recordar a visita do Presidente da República
Em Cortejo, dirigiu-se à Nova Escola Industrial e Comercial de Espinho, procedendo à inauguração.

Américo Tomás – 9 de Agosto de 1969 – 2ª Visita
Motivo: Inauguração de 52 moradias e 2 estabelecimentos comerciais.
Almoçou na Corfi com 50 convidados.
Condecorou Manuel de Oliveira Violas com o Grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito Industrial.

Américo Tomás – 17 de Janeiro de 1974 – 3ª Visita

Recebeu o título de 1º Cidadão Honorário de Espinho

Jorge Sampaio – Dezembro de 1998 – 1ª Visita
Motivo: Inauguração da ADCE
O Presidente da República revelou a sua preocupação com a exclusão social.

Jorge Sampaio – 16 de Junho de 2000 – 2ª Visita
Motivo: Dia da Cidade de Espinho – Inauguração do Multimeios
Jorge Sampaio foi recebido com festa: visitou o Bairro Piscatório, andou de karts, dançou e conviveu com a população espinhense.
Inaugurou o Centro Multimeios.

Jorge Sampaio – 15 de Janeiro de 2002 – 3ª Visita
Motivo: Jogo voleibol: Sp de Espinho X GVG Gomel - Top Teams Cop
Cumpriu o prometido e assistiu a um jogo de Voleibol, realçando a força do clube e a sua progressão, não deixando limitar pela falta de recursos.

Actividade: Reinventa a História de Espinho através de um Documento de Arquivo - Acta de Comemoração do 5 de Outubro de 1910

Livros de Actas da Vereação - Disponíveis no Arquivo Municipal de Espinho


Acta da Vereação - 7 de Outubro de 1910




Actividade permanente do Serviço Educativo


Reinventa a História de Espinho através de um Documento do Arquivo

Documento do Mês de Outubro - Acta da Vereação de Comemoração do 5 de Outubro de 1910
- Objectivo:
Incentivar os participantes a recontar a história do documento
- Actividade:
Escrever um conto, um poema, fazer uma ilustração. Os trabalhos apresentados serão alvo de um concurso. O prémio será constituído pela publicação do trabalho na revista municipal Quadrícula e oferta de publicações ao aluno premiado e à Biblioteca da escola.

- Destinatários: Alunos do 2º e 3º Ciclos


Prazo de envio - 31 de Outubro de 2008

e-mail para envio do trabalho: arquivo.municipal@cm-espinho.pt

O trabalho deverá conter: nome, idade, ano escolar e escola que frequenta.

«Acta da Sessão Ordinária da Comissão Municipal do Concelho de Espinho efectuada em 7 de Outubro de 1910

Aos sete dias do mês d´Outubro de mil novecentos e dez, n´esta vila d´Espinho, Paços do Concelho a sala das sessões da Câmara Municipal, por uma hora da tarde e sob presidência do Doutor António Augusto Castro Soares, reuniram em sessão ordinária os vereadores efectivos Alberto Jorge Moreira Pinto, Eurico Carlotti Pousada e Márcio André de Lima, achando-se também presente o senhor Doutor Alfredo Ferreira Cortez, administrador do concelho. Aberta a sessão foi lida, aprovada e assinada a acta da sessão anterior e em seguida tratou-se do expediente seguinte: - Justificar as faltas dos vereadores à sessão anterior.
Ofício do Governo Civil d´este distrito participando ter sido permitido a José João Ferreira, secretário d´esta Câmara, pagar em noventa e seis prestações mensais a quantia de cinquenta e um mil reis de direito de mercê. – Inteirada.
Outro do engenheiro Augusto Júlio Bandeira Neiva, participando a sua transferência para a primeira Direcção de Obras Públicas de Lisboa, e significando à Câmara o seu profundo reconhecimento pelas provas de verdadeiro estima e consideração com que a Câmara o tem distinguido.
O Presidente diz que a Câmara testemunha o seu reconhecimento pelas palavras com que o senhor Engenheiro Bandeira Neiva se lhe dirige ao despedir-se do concelho a que tantos serviços prestou, e sente que Espinho fique privado de tão dedicado amigo. Todos os vereadores apoiaram as palavras do presidente.
Foram presentes contas de vários fornecimentos que a Câmara aprovou.
Terminado o expediente, o presidente diz que deve referir-se ao acontecimento que actualmente faz vibrar de entusiasmo a alma de todos nós e constitui uma das mais brilhantes páginas da nossa história e proclama ao mundo a indomável e fecunda energia da nossa raça.
O povo português, que o presidente da República brasileiro, em declaração que ultimamente lhe dirigiu ao ser por ele imponentemente saudado em Lisboa, classificou de legendário, honra da humanidade, confirmou a sua fama levando a cabo a implantação da República em Portugal por um rasgo de heroísmo e consciência cívica, por uma revolução tão extraordinária, que o impôs definitivamente ao respeito do mundo, integrando Portugal na mais alta civilização.
Por este assombroso feito hasteia-se n´este edifício a gloriosa bandeira que simboliza a transformação das anacrónicas e condenadas instituições monárquicas no esplendoroso regime republicano compatível com todas as liberdades e a mais ampla manifestação da dignidade humana; que das trevas e da iniquidade nos transporta a uma era de luz e de progresso. Propõe que a Câmara testemunhando os seus sentimentos e interpretando os dos cidadãos d´Espinho, radiante d´alegria, deliberou expedir imediatamente ao Presidente do Governo Provisório o seguinte telegrama: “ Câmara Municipal d´Espinho, reunida em sessão congratula-se V. Ex. pela proclamação da República, presta homenagem aos heróis do novo regime e na ilustre pessoa de Vossa Excelência saúda o governo”.
O vereador Eurico Pousada diz associar-se às palavras do senhor presidente. É republicano e sempre o foi; todos o sabem; e por isso entende que são desnecessários todas as declarações que possa fazer de adesão à República. Pede apenas que depois de se tratar do expediente necessário para a boa regularidade dos negócios municipais se encerre a sessão em sinal de regozijo pelo advento da República.
Foi aprovado por aclamação a proposta do presidente e a do vereador Eurico Pousada.
Em seguida, o vereador Pousada levantou um viva à República que foi unanimamente correspondido.
Foi autorizado o presidente a assinar a seguinte ordem de pagamentos:
A folha do vencimento do pessoal relativo ao mês de Setembro findo.
O pagamento do salário ao fiscal interino dos impostos municipais.
A folha do pagamento a ama relativa ao trimestre findo.
A folha dos subsídios de lactação concedidos pela Câmara.
A folha do vencimento do pessoal empregado na guarda e limpeza do matadouro.
A folha da deslocação dos guardas civis destacados em Espinho até hoje.
A António José Ferreira, para pagar a despesa com o conserto de estrada ou caminho das Vareiras.
Ao mesmo a importância de conserto da rua Alexandre Herculano, digo Rua Mouzinho da Silveira.
A Manuel dos Santos Nogueira, a importância de artigos que vendeu para limpeza dos Paços do Concelho e repartições públicas.
E não havendo mais nada a tratar foi encerrada a sessão e logo escrita e liga e aprovada esta acta que eu José João Ferreira, secretário da Câmara, escrevi. António Augusto de Castro Soares - Narciso André de Lima – Alberto Jorge Moreira Pinto – Eurico Carlotti Pousada.
Está conforme a minuta arquivada n´esta secretaria.

O Secretário da Câmara
José João Ferreira»


A.M.ESP. Câmara Municipal de Espinho. Actas da Vereação, 1909-1910 Liv. N.º 4, Acta n.º28. Acta Comemorativa do 5 de Outubro de 1910. [Disponível no Arquivo Municipal de Espinho]

5 de Outubro de 1910 - A nível Nacional e a nível Local

- Nível Nacional

Antecedentes

• 1876 - Criação do Partido Republicano
- Objectivo do Partido: mudança de regime
• 1890 - Ultimato Britânico
• 31 de Janeiro de 1891 – Revolta Republicana no Porto
• 21 de Janeiro de 1908 – Revolta do Elevador em Lisboa

- Outros motivos para a decadência da Monarquia em Portugal:
* Escândalos financeiros;
* Corrupção governativa;
* Aumento de greves, mesmo sendo proibidas;
* Ditadura de João Franco;
* Assassinato do Rei D. Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filipe
O rei, que se encontrava em Vila Viçosa, regressa a Lisboa a 1 de Fevereiro de 1908, dia da sua morte. A Família Real, em carruagem aberta dirigiu-se para o Palácio das Necessidades, mas é no Terreiro do Paço que se ouvem disparos contra o Rei. No meio dos disparos que vinham do meio da multidão, o Rei e o Príncipe Real D. Luís Filipe morrem. Os atiradores Alfredo Costa e Manuel Buiça foram mortos no local pela guarda real.
A morte do Rei e do Príncipe herdeiro, leva ao trono com apenas 18 anos, o filho mais novo, D. Manuel. D. Manuel II viria a ser o último Rei de Portugal.














Preparativos para o 5 de Outubro de 1910

4 de Outubro de 1910
00:45h – Revolta nos quartéis da Infantaria 16, Campo de Ourique; Artilharia 1, Campolide e Marinha, Alcântara.
05:00h – Acampamento na Rotunda
07:00h – O republicano Cândido Reis é encontrado morto
08:00h – Oficiais do Exército abandonam Rotunda
10:00h – 50 manifestantes alvejados a tiro nos Restauradores
12:30 às 16:00h – Ataque à Rotunda por Paiva Couceiro
14:00h – Navios bombardeiam o Palácio das Necessidades
16:00h – A Marinha bombardeia o Terreiro do Paço. D. Manuel II chega a Mafra
21:00h – O Navio D. Carlos é capturado pelos republicanos



5 de Outubro de 1910

Implantação da República
06:00h – Combates de artilharia na Avenida da Liberdade
08:00h – A República é proclamada na Câmara Municipal de Lisboa, por José Relvas

A Família Real embarca no barco real ‘Amélia’, na Ericeira e segue até a Gibraltar, fugindo depois para Inglaterra.


- Nível Local - Espinho

Na manhã de 5 de Outubro de 1910, pelas 9 horas da manhã, sobem à varanda da Câmara Municipal de Lisboa, os ventos de mudança. A República é proclamada e a notícia espalha-se pelo país. Espinho, recebe a notícia à meia-noite de 5 de Outubro de 1910. As tropas oficiais renderam-se e a família real fugiu para Inglaterra. Portugal era dos republicanos.
Em espinho, republicanos festejam, enquanto os monárquicos não se manifestam.
A verdadeira confirmação da notícia ocorre às 7 horas do dia 6 de Outubro de 1910. O povo alia-se à festa republicana e os festejos iniciam-se.
Membros do Partido Republicano de Espinho reúnem-se na Escola António José de Almeida e mandam hastear a bandeira da República em sinal de vitória. O futuro de Portugal era, agora, longo e possuidor de esperança.
No comboio das 15 horas, chega a Espinho o Diário do Governo. O Presidente da Comissão toma conhecimento da proclamação do Governo Provisório.
Organizou-se um cortejo, até à Câmara Municipal de Espinho, onde foi lida a proclamação oficial e içada a Bandeira vermelha e verde da República.
O povo e todos os cidadãos de Espinho puderam aclamar o novo regime de forma eufórica na noite de 6 de Outubro de 1910. Ao som da Marselha e da Portuguesa, percorreram-se as ruas da Vila, vislumbrando-se casas iluminadas e ouvindo os vivas de estilo à República. Viva a República!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

5 de Outubro de 1910 - Implantação da República

O Serviço Educativo do Arquivo decidiu não esquecer este marco importante da História de Portugal.

Actividade:

Implantação da República – 5 de Outubro 1910
Local: Centro Multimeios de Espinho (galeria e sala de formação).
Data: 5 a 19 de Outubro de 2008


- Objectivos:
A importância da Implantação da República no contexto nacional e local.

A nível local, realce para a vinda de D. Carlos I, de D. Manuel II (último Rei de Portugal), dos Presidentes da República Bernardino Machado (1925); Américo Tomás (1968; 1969; 1974) e Jorge Sampaio (1998; 2000 e 2002).

- Actividades:
Mostra Documental.
Jogos didácticos relacionados com o Regícidio e a Implantação da República.

Visita guiada à Exposição do Museu da Presidência:


Presidentes de Portugal. Uma Exposição Fotográfica

Descrição da Exposição:

Exposição fotográfica, com cariz biográfico.

A exposição itinerante “Presidentes de Portugal”, organizada pelo Museu
da Presidência da República.
Apresenta um conjunto de 54 fotografias,
algumas das quais inéditas, e um filme produzido com recurso a
fotografias e filmes, que perfazem a história dos 100 anos da República
Portuguesa.

Esta mostra, dedicada à figura e biografia dos chefes de Estado,
pretende construir uma narrativa dos principais momentos históricos de
Portugal nos últimos cem anos, bem como de todos os Presidentes da
República desde 1910.
O conhecimento mais profundo da História de Portugal passa,
inevitavelmente, pela história da Instituição Presidencial, dos seus
titulares e a sua relação com os cidadãos.

Diogo Gaspar
Director do Museu da Presidência da República

Destinatários: Público em geral (exposição); Comunidade escolar
(actividades)

Observação: Esta actividade tem um regime geral, aberta a toda a
comunidade espinhense, e não só, sendo que, a comunidade escolar,
será a única abrangida pelas actividades realizadas. A comunidade
escolar, do 1º Ciclo ao 12º ano, fará uma visita guiada à Exposição e
posteriormente, realizará actividades relativas à mesma.