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sábado, 8 de maio de 2010

Oficina do Azulejo (para adultos)

O Serviço Educativo do Arquivo Municipal de Espinho, respondendo a pedidos realizados anteriormente, realizou pela primeira vez uma oficina para adultos, abrindo o arquivo a uma comunidade interessada na História de Espinho e no conhecimento dos documentos do mesmo.
A actividade focalizou-se na Arte Nova e num dos meios mais representativos da mesma, o azulejo. A cidade de Espinho, rica em elementos Arte Nova, encontra no azulejo uma das suas maiores valias, com edifícios que demonstram a influência de Aveiro no uso deste material, que ao longo dos anos passou de revestimento puro e simples, a elemento decorativo.

Recorrendo aos projectos do Arquivo Municipal, demonstrou-se a importância da conservação da Memória do Concelho (os documentos), mas também da azulejaria de edifcíos diversos. Esta Arte Nova, um pouco mais tardia em Espinho, viu na década de 1910, o ponto alto no uso dos azulejos decorativos. A História de Espinho, desenvolveu-se em torno do mar, passando de vila de pescadores a um terra de ir a banhos, influência da burguesia europeia. Com a afluência cada vez maior de comunidades estrangeiras, principalmente espanhóis, mas também de pessoas de terras vizinhos, como Porto, Anadia, Oliveira de Azeméis e Feira, as construções para ocupação sazonal desenvolveram-se e com elas as principais artérias de Espinho, onde se encontram as melhores representações da Arte nova - Rua 19, Rua 18 e Rua 8.

A Arte Nova, do ínicio do século XX, alia-se ao desenvolvimento da Vila de Espinho e à crescente construção.

O Azulejo Arte Nova como elemento decorativo e o conhecimento dos desenhos/plantas do Arquivo marcaram presença numa tarde de descontracção.

A oficina do azulejo, fugindo às regras do azulejo comum, esqueceu o uso do forno e deu lugar à aliança entre o passado e o contemporâneo, entre o desenho Arte Nova e os materiais de carácter mais prático. Assim, entre desenhos tipicamente Arte Nova e interpretações/re-interpretações dos azulejos deste estilo, os artistas realizaram o seu azulejo decorativo.
Vila S. José



Arquivo Municipal de Espinho



Azulejo da Vila S. José ou Casa dos Girassóis - 1913 - Rua 30






Azulejos da casa da esquina da Rua 18 com a rua 21


Padaria Aipal



Arquivo Municipal de Espinho





Azulejos Padaria Aipal - Rua 19 - 1915



Ourivesaria Nª Sª d´Ajuda







Azulejos da Ourivesaria NªSª d´Ajuda - 1913 - Rua 18



Os azulejos e os respectivos artistas... uns Arte Nova, outros nem tanto, mas todos inspirados no estilo...


Artista: Rosa Pascoal

Artista: Clara Casal Ribeiro Fernandes

Artista: Beatriz Fernandes



Artista: Mário Silva

Artista: Tânia Reis

Artista: Maria Reis

Artista: Joaquim Jesus

Artista: Antero Costa

2 comentários:

Xukas disse...

boas! vejo montes de iniciativas de louvar... e em k deve ser mt divertido participar! =) actividades destas devem ter o maximo de apoio. parabens! bjs e abraços rui couto

Mário disse...

Gostei imenso da actividade. Uma actividade bastante divertida, e que nos ajuda a olhar para a nossa cidade com outros olhos.

Espero que continuem a realizar mais iniciativas como esta.

Abraço
Mário